Plano Nacional de Fertilizantes: entenda o que é e como ele afeta a importação de insumos
O Plano Nacional de Fertilizantes tem como objetivo principal reduzir a importação desse tipo de insumo e, assim, obter melhores resultados com produtos do mercado nacional.
Afinal, ao observarmos o impacto trazido pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia, é considerável a dependência do país quando se trata do abastecimento de fertilizantes.
Sendo assim, para evitar a falta desses materiais, o governo intensificou o investimento no setor e no planejamento de medidas para fortalecer a produção nacional.
A projeção de crescimento da população nacional e internacional é alta e, dessa forma, espera-se que a produção de alimentos no Brasil tenha um crescimento compatível para contribuir com até 40% da demanda adicional até 2050.
Portanto, apesar de o clima ser favorável para o desenvolvimento da produção agropecuária, o investimento em fertilizantes é fundamental para que o país possa auxiliar na luta contra a fome mundial.
Para trazer informações confiáveis sobre este assunto, reunimos os principais dados e alterações apresentadas por essa medida.
Quer entender melhor o que é PNF e preparar sua fazenda para fazer parte desse plano?
Então, continue a leitura!
- O que é o Plano Nacional de Fertilizantes?
- Quais são os objetivos do Plano Nacional de Fertilizantes?
- Como é o cenário de consumo de fertilizantes no Brasil?
- Qual a importância para o agronegócio?
- Como o Plano Nacional de Fertilizantes afeta o futuro do agronegócio?
O que é o Plano Nacional de Fertilizantes?
O Plano Nacional de Fertilizantes refere-se a um planejamento estratégico criado pelo Governo Federal com objetivo de reduzir a dependência externa desses insumos, a importação e custos para o setor.
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Além disso, essa medida busca equilibrar a produção nacional com ações pensadas até 2050, para atender à crescente demanda por produtos alimentícios e fertilizantes de alta tecnologia.
O plano conta com objetivos e diretrizes para torná-lo mais eficiente, como:
- Melhoria do ambiente de negócios para atrair investimentos.
- Promoção de vantagens competitivas.
- Ampliação dos investimentos em atividades de pesquisa e inovação.
- Modernização, ampliação e reativação dos projetos de fertilizantes.
- Adequação da infraestrutura para viabilizar novos empreendimentos.
- Melhoria na distribuição de insumos.
Logo, podemos observar que a principal meta é melhorar o desenvolvimento do setor no país, promover autonomia na produção, reduzir a dependência externa e ampliar os investimentos.
Com o aumento no preço dos insumos em decorrência da guerra entre a Ucrânia e a Rússia, somadas às consequências da pandemia da Covid-19, o lucro dos negócios rurais pode ser comprometido e afetar o desenvolvimento do cenário brasileiro.
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Sabemos que tudo funciona como uma cadeia, sendo assim, maiores custos na importação de fertilizantes refletem no preço que o consumidor paga. Então, tanto a população quanto o produtor saem perdendo com essa situação.
Os fertilizantes são essenciais para o sucesso da lavoura, assim como o clima, solo, planejamento do plantio e as máquinas agrícolas.
Dessa maneira, para manter o ambiente saudável e fértil, os produtores precisam de compostos minerais ou orgânicos que forneçam os nutrientes necessários para melhores resultados na fazenda.
Quais são os objetivos do Plano Nacional de Fertilizantes?
Primeiramente, sabemos que o produtor não pode simplesmente deixar de usar esses insumos, tão importantes para o desenvolvimento da lavoura. Logo, a PNF apresenta medidas para facilitar o acesso dos gestores a esses produtos.
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Mas, afinal, quais são as metas específicas que essa medida busca atingir?
- Capacidade para produzir até 2,8 milhões de toneladas de nitrogênio.
- Ter mais de quatro empresas produzindo nitrogênio fertilizante no país.
- Capacidade para produzir até 2,9 milhões de toneladas de fosfato.
- Atrair 20 bilhões de reais em investimentos para fábricas de fertilizantes nitrogenados.
- Capacidade para produzir até 6 milhões de toneladas de óxido de potássio.
Portanto, o Brasil posiciona-se de forma estratégica, usando tecnologias cada vez mais evoluídas para garantir o aumento da produtividade nas lavouras e garantir os insumos necessários para o crescimento da agricultura.
Como é o cenário de consumo de fertilizantes no Brasil?
A maioria dos fertilizantes utilizados no país são importados do Leste Europeu, como Rússia, Belarus, Oriente Médio e China. Logo, são quase 40 milhões de toneladas, consumidas por ano, desses insumos.
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Os compostos NPK, também conhecidos como fertilizantes nitrogenados, fosfatados e com potássio, são os principais macronutrientes consumidos no Brasil. Sendo utilizados em grandes e pequenos cultivos, como soja, milho, feijão, arroz, cana-de-açúcar, entre outros.
Diante disso, fica evidente a dependência de insumos vindos de outros países, que podem afetar o preço dos produtos vendidos de forma interna e externa, pois são influenciados pela demanda, distância e custos de importação.
Para que você compreenda melhor a função desses componentes, vamos citar o fósforo, que atua diretamente no armazenamento e transferência de energia celular, respiração e fotossíntese.
Sabemos que o solo brasileiro é conhecido por sua baixa reserva de fósforo, sendo assim, no início da vida e na fase de desenvolvimento, a planta utilizará os nutrientes que surgirem por meio do adubo.
Embora a produção se limite a culturas anuais devido à baixa quantidade desse elemento, o uso de fertilizantes que promovam equilíbrio são fundamentais para o desenvolvimento das plantas.
Além disso, precisamos destacar que as sementes que não recebem nutrientes suficientes no início da vida, tem seu crescimento comprometido de forma irrecuperável, o que reduz os ganhos e aumenta os custos de produção.
Outro ponto importante, é o equilíbrio do pH do solo, que precisa estar em torno de 5,0 a 7,5. Sendo assim, a correção com calagem é essencial para liberação do fósforo e, assim, garantir a nutrição das plantas.
Qual a importância para o agronegócio?
De acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos Anda, o Brasil é considerado o quarto maior consumidor de fertilizantes, com aproximadamente 8% do consumo global.
Além disso, estima-se que cerca de 85% das matérias-primas utilizadas sejam importadas por meio do mercado internacional. Logo, a PNF quer reduzir esse dado para 45% até 2050, mesmo com uma demanda crescente.
Os fertilizantes são itens fundamentais para garantir a nutrição necessária para as plantas e auxiliam o Brasil a ser o quarto maior produtor mundial de grãos, responsável por 7,8% da produção do planeta.
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Por isso, é indispensável aumentar a produção interna e reduzir a dependência internacional para que o país possa contribuir ainda mais para a segurança alimentar da população.
Além disso, as culturas que mais necessitam do uso de fertilizantes são a soja, o milho e a cana-de-açúcar.
Dessa forma, podemos observar a vulnerabilidade do setor produtivo quanto às oscilações, decorrentes da pandemia e a guerra na Ucrânia, no mercado internacional.
Como foi mencionado anteriormente, o rápido e elevado crescimento populacional, amplifica a necessidade de implantação de uma produção mais sustentável, levando os agricultores a encontrarem meios de produzir em menor área.
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Por outro lado, além de um melhor aproveitamento dos nutrientes do solo, os fertilizantes diminuem a suscetibilidade do ataque de pragas e doenças, incrementam a capacidade fotossintética e a produção de massa verde.
Assim, eles são utilizados em larga escala para reduzir deficiências nutricionais, garantir o aumento da produção por área, contribuir para o bem-estar da população e qualidade dos alimentos.
Por fim, o PNF é uma medida muito importante para explorar a capacidade sustentável do setor e aumentar a autonomia do país quanto à produção e investimentos em fertilizantes cada vez mais tecnológicos.
Como o Plano Nacional de Fertilizantes afeta o futuro do agronegócio?
Ao longo deste artigo, você acompanhou como o Plano Nacional de Fertilizantes fará parte de uma estratégia de planejamento a longo prazo para solucionar um dos principais problemas da agricultura atual: a dependência externa no setor de fertilizantes.
Por outro lado, também entendeu como o uso dos fertilizantes promove maior efetividade na produção de safras e como esses insumos impactam em toda cadeia nacional, afetando produtores, consumidores e possíveis investimentos.
Sabemos que o mercado internacional de commodities enfrenta crises de forma periódica, sendo assim, é muito importante que a produção brasileira não continue com a alta dependência externa nesse setor.
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Portanto, o país precisa de medidas de planejamento e ações pensadas a longo prazo para enfrentar crises e mitigar riscos para a produção agropecuária, como o Plano Nacional de Fertilizantes, que garantirá a segurança alimentar de milhares de pessoas nos próximos anos.
Dessa forma, o agronegócio brasileiro pode continuar se destacando no cenário econômico com tecnologias e inovações, que permitem maior produtividade e eficiência em todos os setores.
A Adubasul apoia o avanço da agricultura e acredita em encontrar soluções para os diversos desafios enfrentados atualmente na produção, seja por meio de fertilizantes orgânicos de qualidade quanto pelo compartilhamento das informações corretas.
Por exemplo, contamos com os produtos Orgânico Plus e Orgânico Premium, onde se faz presente o fósforo orgânico e mineral e o MAP, uma associação de nitrogênio fosfatado, com alta concentração de fósforo mineral.
Logo, com os produtos certos, você pode atingir todo o potencial de produção da sua lavoura, independente da época do ano e da cultura escolhida.
Temos a melhor solução para cuidar da sua plantação e ter mais lucratividade nas operações. Então, se você tiver dúvidas, entre em contato com um de nossos especialistas!
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