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As diferenças entre os sistemas de plantio: escolha o ideal para sua lavoura

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Uma boa safra depende de alguns elementos, como o clima, o controle de pragas, a escolha das sementes certas e o uso de um fertilizante que atenda as necessidades da sua lavoura

Mas para tudo isso dar certo, o agricultor também precisa se preocupar com o sistema de plantio que está adotando. Afinal, o plantio certo pode fazer toda a diferença na hora de colher os resultados da sua safra, e até facilitará seu trabalho.

No Brasil, agricultores aplicam vários sistemas de plantio diferentes, como o plantio convencional, o cultivo mínimo e o plantio direto. Cada um tem suas características, vantagens ou desvantagens. 

Então, vamos falar aqui sobre os principais, para te ajudar a decidir qual o melhor sistema de plantio para sua lavoura.

  • As vantagens de escolher o sistema de plantio ideal para sua lavoura
  • Plantio convencional: sistema tradicional passado de geração a geração
  • Cultivo mínimo: menos preparo de solo antes da semeadura
  • Plantio direto: mais equilíbrio produtivo e conservação ambiental
  • Outros sistemas de plantio para sua lavoura
  • Saiba qual é o sistema de plantio adequado para sua propriedade

As vantagens de escolher o sistema de plantio ideal para sua lavoura

Um sistema de plantio é um conjunto de técnicas que envolvem principalmente a preparação do solo e a semeadura: duas operações agrícolas essenciais para que a lavoura se desenvolva com qualidade, dando bons resultados na hora da colheita.

No entanto, cada cultura exige a aplicação de diferentes técnicas, que também podem variar de acordo com a região ou mesmo com o clima. Por isso, há vários sistemas, com diferenças importantíssimas para que você aplique as técnicas ideais para a sua lavoura.

Alguns sistemas podem favorecer a aeração do terreno antes da semeadura, beneficiar lavouras que adotam uma rotação de culturas constante ou aumentar a umidade do solo para o plantio. Tudo isso pode ser importante, dependendo da cultura que o agricultor pretende implantar.

Por isso, conhecer os sistemas e as necessidades da sua lavoura é parte essencial do trabalho agrícola de sucesso.

Plantio convencional: sistema tradicional passado de geração a geração

Durante a colonização do Brasil, o país recebeu milhares de imigrantes, que trouxeram seus costumes, suas tradições e também suas técnicas de plantio e colheita, que criaram as bases do que nós conhecemos hoje como agricultura brasileira.

Essa tradição é a essência do sistema de plantio convencional, que envolve a remoção de toda a vegetação, seguida pelo preparo do solo, revolvendo-o com subsolagem, aração e gradagem, tudo para que a semeadura seja feita nesse leito preparado.

Essas técnicas têm o objetivo de dar mais aeração momentânea para o solo. Quando ele fica mais solto, o aprofundamento das raízes e a penetração de água ficam mais fáceis.

No entanto, essa prática é baseada no sistema de plantio europeu, que realmente exige o revolvimento anual do solo, porque ele congela durante o inverno e precisa desse processo para ficar pronto para a lavoura.

Já no Brasil, com nosso clima mais ameno, esse processo costuma ser desnecessário, podendo até se tornar prejudicial para a lavoura, no caso do cultivo de grãos. Afinal, revolver o solo com tanta frequência aumenta a erosão e acelera a degradação da matéria orgânica.

Além disso, o sistema de plantio direto também pode acabar causando o aparecimento do problema conhecido como “pé de grade”. Com a constante aração, o solo abaixo da camada arável acaba ficando mais compacto, não consegue respirar tão bem, acumula água e causa o apodrecimento de raízes.

Outro ponto importante a se levar em conta é que em áreas mais arenosas, que têm pouca concentração de argila, esse plantio causa perda de nutrientes por lixiviação. Afinal, a remoção da vegetação elimina a matéria orgânica que serviria como nutrientes e faria a função de argila.

Ainda é preciso considerar outro problema da remoção da vegetação: os raios solares passam a incidir diretamente sobre a terra, aumentando a evaporação da água. Assim, com o solo mais seco, a atividade biológica benéfica à lavoura tende a diminuir e a terra fica mais empobrecida.

Por outro lado, o sistema de plantio convencional também tem algumas vantagens, como a diminuição das aplicações de herbicida para controlar ervas daninhas. Afinal, há remoção da vegetação antes do preparo do solo.

Hoje, esse sistema vem perdendo espaço na agricultura. Ele costuma ser utilizado de forma mais cultural em algumas propriedades que fazem questão de manter a tradição dos antepassados. Além disso, também pode ser utilizado sem tantos prejuízos em culturas que se desenvolvem no subsolo, como cenoura, mandioca, alho e batata.

O ideal, contudo, é buscar outras opções que conservem melhor o solo.

Cultivo mínimo: menos preparo de solo antes da semeadura

Já que o sistema de plantio convencional não é o ideal para a produção de grãos no clima brasileiro, é preciso pensar em opções. A primeira delas é o cultivo mínimo, um sistema intermediário entre o convencional e o plantio direto (que veremos a seguir).

Como o nome indica, o cultivo mínimo faz um preparo muito menor no solo antes do plantio. A movimentação ainda acontece, mas de forma superficial. Geralmente não há mais aração, apenas gradagem com uma grade niveladora leve, além de subsolagem quando há compactação no solo. 

Assim, com menos operações agrícolas, o agricultor consegue reduzir a compactação e até controlar mais facilmente a erosão, além de diminuir custos com combustível e manutenção das máquinas.

O cultivo mínimo também facilita o plantio em períodos de muita chuva, ajuda no controle de plantas invasoras e conserva os nutrientes do solo.

Para aplicar o cultivo mínimo, o agricultor deve introduzir uma cobertura verde, para formar a palhada que vai proteger o solo e aumentar a matéria orgânica, que é essencial para a produtividade. Também é necessário ter uma boa correção com calcário na faixa de 0 a 20cm, além de calagem na superfície nos anos seguintes.

Plantio direto: mais equilíbrio produtivo e conservação ambiental

Ainda que o cultivo mínimo apresente muitas vantagens, há outro sistema de plantio mais adaptável às condições edafoclimáticas do Brasil: o plantio direto, também conhecido como plantio na palha.

O principal diferencial do plantio direto é não revolver o solo. Não há aragem nem gradeação. Em vez disso, há apenas o corte da palhada e o alojamento da semente direto no sulco: tudo feito com plantadeiras com discos, que evitam quase toda a movimentação do solo.

Para isso, é preciso ter rotação de culturas e adubação verde, que oferecem a palhada essencial para o desenvolvimento da matéria orgânica do solo, o aumento da porosidade e a aeração. Assim, é possível eliminar quase totalmente a erosão e ter temperaturas mais propícias no solo, melhorando a retenção de água para resistir a períodos de seca.

Em resumo, o sistema de plantio direto envolve dessecar a área e plantar na sequência, com muito mais matéria orgânica e mais benefícios para o produtor. Dessa forma, ele apresenta maior equilíbrio produtivo, com excelentes resultados na colheita. Além disso, ele melhora a conservação ambiental, com menos erosão e desgaste do solo.

É claro que, com essa estratégia, é preciso contar com uma forma diferente de lidar com ervas daninhas. Por isso, o controle é feito com herbicidas químicos, que demandam uma boa análise do solo para terem os melhores resultados.

Além disso, é preciso lembrar que, antes de começar a usar o sistema, é preciso fazer uma calagem de 20cm de profundidade, considerando que não será mais possível revolver o solo nos anos seguintes.

Outros sistemas de plantio para sua lavoura

Além desses três sistemas de plantio mais conhecidos, há ainda outras opções que podem ser interessantes, dependendo das características da sua área e da cultura a ser plantada.

Conheça alguns deles:

  • Plantio em linha

Neste sistema, o produtor planeja antecipadamente a quantidade de sementes por metro, além do espaçamento entre linhas de plantio, tudo de maneira padronizada. É uma possibilidade para aumentar ao máximo o aproveitamento do espaço.

  •  Plantio a lanço

Este é um sistema mais focado para a pecuária, com o objetivo de formação de pastagens. Seus diferenciais são a praticidade e a redução de custos, já que o plantio é feito junto com a distribuição de calcário ou de fertilizante, usando a mesma espalhadeira.

  • Plantio aéreo

Esta opção também é mais usada para pastagens e tem bons resultados na produção de forragem. Seu diferencial é a realização por meio de avião, com plantio superficial e sobressemeadura. Caso o produtor escolha uma cultura adequada, o rendimento operacional é muito positivo.

Saiba qual é o sistema de plantio adequado para sua propriedade

Agora que você conhece os principais sistemas de plantio, é hora de definir qual é o ideal para a sua lavoura. Para isso, comece avaliando a cultura que você vai produzir. 

Qual a profundidade necessária para a semente? A cultura escolhida exige bastante água? Como estão as condições da sua propriedade? Há muito risco de erosão? Você conta com as máquinas necessárias?

Se aprofunde em cada possibilidade e busque orientações para ter os melhores resultados de acordo com o sistema de plantio escolhido.

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