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Saiba mais sobre a relação entre a falta de calagem e a baixa produção

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Buscar continuamente o aumento da produção de forma sustentável é algo que está presente no dia a dia de muitos produtores. 

A evolução tecnológica e o conhecimento sobre as melhores práticas têm ajudado a melhorar os índices de produtividade e, consequentemente, alcançar resultados melhores e maiores. 

Uma das questões que pode impactar diretamente na baixa produção é a falta de calagem: hoje, vamos falar mais sobre esse tema e entender essa relação! 

Acidez do solo

Quando falamos em calagem do solo, estamos tratando especificamente sobre o nível de acidez do solo, também conhecido como pH. 

O pH consiste em contabilizar a quantidade de hidrogênio presente no solo e a escala de acidez é graduada de 1 a 14. Entre 1 a 6,9, considera-se ácido, 7 neutro e 7,1 a 14, alcalino. 

Nos solos brasileiros, a acidez natural está na faixa de 3 a 4 de pH ou até menos, o que caracteriza solos com muita acidez. O ótimo desenvolvimento da maioria das culturas vai ocorrer em solos com pH entre 5,0 e 6,5.

Para corrigir essa situação e deixar o solo preparado para o plantio, usa-se o processo de calagem.

O que é a calagem do solo?

Em resumo, trata-se da aplicação de calcário e outros corretivos de acidez. O calcário é um produto à base de carbonato de cálcio, retirado da rocha moída, que também possui em sua composição o elemento magnésio. 

Através de reações químicas, os íons de alumínio são substituídos, tornando-o solúvel, e transformando em hidróxido de alumínio, neutralizando a toxidez e, por fim, aumentando o pH do solo.

Vale lembrar que o solo é extremamente dinâmico, o que faz com esse processo precise ser feito de forma recorrente, visando manter a acidez sob controle e garantir o sucesso da colheita. 

Uma questão muito interessante a ser lembrada é que toda essa acidez presente em nossos solos é devido às suas características de formação. Por exemplo: em relação ao tempo de formação geológica existem solos mais velhos, com maior ação do intemperismo e também maior liberação de alumínio tóxico. Essas condições requerem que a calagem seja a primeira coisa a ser feita naquele solo.

A falta de calagem no solo pode gerar outro problema, que é a deficiência de nutrientes no desenvolvimento da planta. Isso acontece porque, ao fazer a calagem, há o fornecimento de cálcio e magnésio, que são extremamente importantes. 

É claro que somente a calagem não é o suficiente para deixar o solo em bom estado para o plantio: é preciso observar outros quesitos (por meio da análise do solo) para compreender outras práticas necessárias. 

Como fazer a calagem do solo

De forma prática, a calagem do solo pode ser feita em 5 etapas. Mas, vale ressaltar que, antes mesmo da aplicação efetiva do produto, algumas medidas devem ser realizadas. 

Tudo começa com a retirada de amostras do solo. Na sequência, essas amostras são enviadas para um laboratório, o qual realizará a análise. De posse das informações e fazendo o cruzamento dos dados, define-se qual o tipo e a quantidade de calcário a ser aplicado. 

No Brasil os calcários mais utilizados são o dolomítico, conhecido como calcário branco, com concentração de magnésio acima de 12%, o calcítico, calcário preto, com menos de 5% de magnésio e o magnesiano, com concentração de 5 a 12% de magnésio.

Nesse momento, considera-se o Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT), que irá indicar a capacidade potencial de neutralização da acidez do solo e a sua granulometria. Quanto menor a partícula do corretivo, menor o tempo de reação no solo. 

Ao avançar, realiza-se a aquisição do produto conforme as orientações e, por fim, dá-se a aplicação do produto no solo. 

Se você busca continuamente o melhoramento do solo para aumentar seus resultados e sua produtividade, acompanhe nosso blog e confira todos os conteúdos! 

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