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Práticas para as pastagens de verão e suas variáveis

pasto

Marcada por sua diversidade climática e de solo, a agricultura brasileira experimenta diferentes cultivos em seu território. Com a chegada do verão, embora seja uma estação com índices maiores de chuva e de intensidade fotossintética pelas plantas, algumas regiões do país precisam de mais atenção, isto porque, as pastagens de verão são divididas entre: anuais e perenes, sendo a primeira, semeada anualmente, e a segunda mantida com rigor na estação mais quente do ano.

Tratando-se do modo anual, é preciso mais atenção em algumas regiões do país, principalmente no sul, onde o verão é mais curto e, por consequência, a demanda por  matéria seca de alta quantidade e qualidade nutritiva deve ser produzida em menor período de tempo, tanto no pastoreio como na fenação. 

Vamos falar sobre as forrageiras indicadas para cada tipo de pastagem, importância da correção de solo e uso de fertilizantes.

Forrageiras anuais

De acordo com o engenheiro agrônomo, Ricardo Bohnen, para um desenvolvimento rápido, em período de 90 dias, o milheto ou sorgo podem ser boas opções, ajudando no sistema lavoura-pecuária, inclusive como rotação de cultura em relação à soja e feijão.

Em casos de área utilizada para pecuária, é interessante iniciar a  plantação no começo da primavera, e respeitar o tempo de permanência do rebanho no piquete, com a lotação de animais correta. No que se refere à adubação de plantio com alta concentração de matéria orgânica, o engenheiro explica que é necessário promover rebrote mais rápido e aumentar o tempo de uso do pasto e a produção de forragem por hectare. 

Citando outros exemplos de forrageiras anuais, são indicados: capim sudão e teosinto, sendo todas gramínea, e também pode ser usado consorciado as leguminosas anuais de verão como o labe-labe, o guandu, o feijão miúdo, a leucena, o estilosantes e amendoim forrageiro.

Pastagens de verão perenes

No brasil, as braquiárias são as mais usadas no período de pastagens perenes, por serem adaptáveis a diversos tipos de climas e solos. Além delas, também podem ser usados: o tifton, coastcross, jiggs, a setária, grama missioneira, o capim de rhodes, a hermatria, capim pangola, o quicuio, o capim elefante e os capins colonião (mombaça, tanzânia, aruana, massai). 

Segundo o engenheiro agrônomo, para um bom resultado nas pastagens de verão perenes, é preciso executar uma boa correção de solo: “Elevar a saturação de bases para 50%, uma boa adubação orgânica e química para suprir as necessidades nutricionais e aumentar a CTC do solo, principalmente em regiões arenosas, diminuindo a perda por lixiviação de nutrientes. São princípios básicos para manter uma pastagem com alta qualidade nutricional, alta produção de matéria seca/ha/ano e, em consequência desses fatores, aumentar a conversão alimentar do rebanho”.

Percebe-se que cada prática requer cuidados específicos, e os frutos se tornam consequência de um bom manejo. Para ser assertivo, converse com um especialista de campo, seja parceiro (a)  da Adubasul e conheça as melhores opções de fertilizantes para potencializar a sua lavoura clicando aqui.

 

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