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Saiba qual é o fertilizante mais indicado para o seu plantio

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É de longa data que a humanidade usa em suas plantações componentes, naturais ou não, para fortalecer e aumentar a qualidade e o rendimento dos plantios. Há registros de que já no Egito Antigo havia práticas de adubação com restos de materiais orgânicos a fim de fortalecer as plantações. Na idade média, a comercialização de esterco tornou-se um negócio rentável e chegou a haver escassez de material disponível pela alta demanda.

Com a evolução da ciência e avanços tecnológicos nos campos da agronomia e da botânica, foi possível comprovar a eficácia de algumas substâncias para a melhoria da qualidade do solo. A aplicação de fertilizantes tornou-se uma prática essencial para grandes e pequenas plantações.

Porém, antes de qualquer processo de fertilização, sobretudo em grandes colheitas, deve-se compreender a situação da terra para, então, poder aplicar a suplementação adequada de nutrientes. A adubação incorreta,  mesmo que a intenção seja o benefício do solo, pode comprometer a “saúde” do solo. A análise de solo ganhou importância fundamental no processo de produção agrícola. As características e especificidades de cada solo deverão ser analisadas por pessoal técnico especializado, de preferência um engenheiro agrônomo. As orientações corretas guiarão o produtor na aplicação dos componentes corretos.

Tem-se definido como fertilizante quaisquer substâncias que quando aplicadas no solo tenham a capacidade de fornecer um ou mais nutrientes para as plantas, suprindo as necessidades nutricionais, sanitárias e estruturais do solo. O fertilizante pode ser mineral ou orgânico, natural ou sintético.

Os fertilizantes minerais são sais inorgânicos solúveis, por isso, sua eficiência tem relação direta com a solubilidade do meio e das reações químicas com o solo. Os fertilizantes minerais podem se dividir em nitrogenados minerais, fertilizantes fosfatados, fertilizantes potássicos, fertilizantes foliares e, ainda, em fertilizantes organominerais. Saiba mais sobre cada um deles:

Os fertilizantes fosfatados –  Para compreender o funcionamento dos fertilizantes fosfatados, há de se partir do princípio de que a solubilidade do solo é variável por causa do tipo de fosfato, do tratamento térmico ou químico da rocha fosfatada. O fertilizante fosfatado pode ser de diferentes origens, características físico-químicas e solubilidade. Destacam-se os fosfatos acidulados ou parcialmente acidulados, os fosfatos naturais e os termofosfatos.  Os fosfatos solúveis e parcialmente acidulados são obtidos por via da reação de rocha fosfática com o (super fosfato simples) e fosfórico (super fosfato triplo) ou pela amoniação do ácido fosfórico (MAP e DAP). Por outro lado, os fosfatos naturais e termofosfatos são produtos que podem ser utilizados como fertilizantes após tratamentos físicos, como moagem, na separação mecânica, na flotação, e em outras técnicas. De maneira geral, os fosfatos provenientes de rochas ígneas apresentam elevado grau de cristalinidade, sendo poucos solúveis, apresentando baixos valores de eficiência agronômica.

Fertilizantes Potássicos – são solúveis, porém, as perdas por lixiviação são menores do que as que ocorrem com os fertilizantes nitrogenados. Os mais comumente comercializados são o cloreto de potássio e o sulfato de potássio.

Fertilizantes Foliares – são comumente utilizados no suprimento de micronutrientes, quando há deficiência comprovada e apenas uma aplicação já é suficiente, quando há ocorrência de solo alcalino e a quantidade de nutrientes não é a essencial. A prática funciona por meio dos macronutrientes (N-P-K-Ca-Mg-S) e os micronutrientes (Fe-Mn- Zn-Cu-Mo-B-Cl-Ni), que são absorvidos em maiores quantidades via foliar pelas plantas. Pomares com grande área de folhas e hortas também podem se beneficiar de fertilizantes foliares. Este tipo de fertilizante funciona como um complemento para a adubação e, infelizmente, seu uso sozinho em plantações maiores e a necessidade de um maior número de aplicações pode inviabilizar a prática pelo grande investimento.

Fertilizantes Organominerais – são produzidos na indústria com a junção de fertilizantes orgânicos e minerais. Os fertilizantes orgânicos usados podem ser esterco, turfa, lignito oxidado, lodo de esgoto e outros componentes. O fertilizante organomineral é a união de uma fração química e orgânica e, com isso, apresenta um índice maior de benefícios para a cultura. Além de liberar os nutrientes necessários para a qualidade do solo, melhora características físicas, químicas e biológicas da cultura.

Fórmulas NPK – Com o intuito de simplificar a aplicação de nutrientes no solo utilizando apenas um componente, as fórmulas NPK são muito populares. Consiste em uma mistura de proporções de nitrogênio, potássio e fósforo. São comercializados diferentes tipos da fórmula NPK, com concentrações distintas dos três componentes. O tipo de fórmula deve ser escolhida e aplicada depois de feita uma análise de solo, de cultura e outros critérios técnicos com um engenheiro agrônomo. Somente desta maneira pode-se atender as necessidades de diferentes tipos de culturas e aplicar a fórmula mais adequada.

Fertilizantes Orgânicos – Podem ser provenientes de diversos materiais orgânicos. Os mais comuns são os estercos e dejetos de animais, resíduos de culturas, pós-colheita e adubo verde. Além destas, lodo de esgoto, compostos de lixo urbano e resíduos agroindustriais podem ser utilizados, desde que sigam leis sanitárias e de preservação ambiental, visando a preservação da qualidade do solo e mananciais hídricos, podem ser  como fertilizantes orgânicos.

O fertilizante orgânico apresenta diversas qualidades, tanto para o ecossistema em que está inserido, quanto para o solo, pois não há poluentes e diminui a necessidade de pesticidas, pois faz com que as culturas estejam mais saudáveis. Além disso, é uma fonte de nutrientes com liberação gradual e contínua, ou seja, libera seus componentes lentamente, mas por longo tempo, ao contrário dos outros tipos de fertilizantes, que são liberados rapidamente, mas por período.

 A fertilização orgânica melhora a estrutura física do solo, faz com que haja maior aeração, propicia a drenagem, infiltração e armazenamento de água, um fator muito importante, sobretudo em períodos de seca. O que faz com que seja menor o gasto de água na colheita e menor poluição das fontes hídricas.

A adubação orgânica deve ser feita, pelo menos, uma vez ao ano, sempre com a ciência do teor de matéria orgânica apresentada no solo, pois a escassez ou o excesso podem ser prejudiciais.

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