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Irrigação por pivô para grandes culturas: entenda tudo sobre essa técnica

irrigação por pivô

A demanda da agricultura está aumentando significativamente nos últimos anos.

É por isso que, para melhorar a eficiência do trabalho no campo e otimizar a utilização da água — tanto para economizar o recurso quanto para conseguir culturas melhores — modelos de sistemas de irrigação aprimorados estão sendo buscados dentro da indústria.

Uma dessas alternativas que surgiu nos últimos tempos é a irrigação por pivô central, ou seja, um sistema de irrigação mecanizado que ajuda a irrigar as grandes culturas com um padrão circular em torno de um pivô central.

Quer entender melhor os detalhes dessa tecnologia, as vantagens e os diferentes tipos? Continue conosco na leitura deste conteúdo e saiba tudo:

  • Qual a importância da irrigação na agricultura?

    • Principais tipos de sistemas de irrigação

  • O que é irrigação por pivô?

    • Principais tipos de irrigação por pivô central

  • Por que usar um sistema de irrigação de pivô central?

Qual a importância da irrigação na agricultura?

Antes de qualquer coisa, você precisa saber que a irrigação vai muito além de molhar uma cultura.

Trata-se de uma técnica que determina as melhores práticas para aplicar um determinado volume de água, em uma quantidade específica de área, em um período de tempo definido.

Ou seja, irrigar é fornecer água na quantidade adequada que a planta necessita, naquele exato estágio de seu desenvolvimento fisiológico, para que ela se desenvolva da melhor maneira possível.

A importância da irrigação mostra-se ainda maior quando levamos em conta que, não apenas a falta, mas o excesso de água também prejudica o desenvolvimento das plantas.

Ainda, com a irrigação, o agricultor consegue evitar a perda de nutrientes do solo por lixiviação e erosão.

Para você ter uma ideia, segundo o documento de Agricultura Irrigada da EMBRAPA, o rendimento da cultura pode aumentar de 20% a 30% com a ajuda das boas práticas de irrigação.

O documento ainda aponta a grande tendência de crescimento dessa técnica, considerando que a agricultura irrigada pode representar 89% das receitas agrícolas totais no Brasil nos próximos anos.

Visto essa importância econômica e produtiva da irrigação, continue a leitura para entender melhor os diferentes tipos de sistemas de irrigação:

Principais tipos de sistemas de irrigação

O primeiro tipo de sistema de irrigação que decidimos tratar aqui é o por gravidade, no qual se lança a água diretamente sobre o solo, por meio de sulcos de condução de água, muito utilizados no sistema de cultivo de arroz irrigado.

Esse meio não necessita de motor bomba para fazer o sistema funcionar e a água chegar às plantas. Os jatos de água são lançados ao ar e voltam ao solo em formato de gotículas menores.

Essa opção possivelmente será extinta, devido ao alto consumo de água.

Já o sistema via aspersão é caracterizado por imitar a chuva. Ele é feito por meio de aspersores, que expelem água pelo ar que caem sobre as plantas e o solo.

Temos também o sistema de gotejamento, que consiste em tubulações que gotejam ao pé da planta, não molhando a parte aérea dela, somente o solo, sendo considerado o sistema de irrigação ideal.

Entretanto, esse sistema de irrigação não é viável economicamente para grandes culturas, como a de grãos, por exemplo.

Apesar dessas opções, o sistema mais utilizado para grandes culturas é o de pivô central, muito difundido principalmente na região centro-oeste do país. Quer entender melhor? Continue a leitura!

O que é irrigação por pivô?

Como conversamos anteriormente, o sistema de irrigação por pivô é mecanizado e ajuda a irrigar as culturas mantendo um padrão circular em torno de um pivô central.

É, basicamente, uma linha lateral suspensa por torres de sustentação, com rodas e motores girando em torno de um ponto central, também conhecido como pivô, ou seja, a fonte fornecedora de água — captada de um reservatório, por meio de uma bomba dimensionada para suprir o sistema — e de energia elétrica.

Esse equipamento possui bicos com mangueiras igualmente espaçados que fornecem água às culturas. À medida que o tubo gira gradualmente, a água é liberada uniformemente dos bicos para oferecer nutrição às culturas.

Todos os bicos do tubo têm a mesma vazão e são feitos para cobrir a mesma área também. É dessa forma que você garante a uniformidade da distribuição de água que está sendo aplicada às culturas.

O custo de implantação do sistema de irrigação por pivô é mais elevado em relação aos outros, mas você não pode esquecer da grande vantagem que será trabalhar com mão-de-obra reduzida e aproveitar o sistema para uma fertirrigação bem executada.

Para entender melhor esse funcionamento, conheça os três principais tipos de irrigação por pivô:

Principais tipos de irrigação por pivô central

A primeira opção que queremos te mostrar é o Pivô Central Fixo, um sistema no qual a torre central fica fixada em um ponto e todas as outras torres fazem uma volta circular em torno dela, irrigando uma área circular ao redor.

Para saber a área irrigada basta usar a fórmula do cálculo da área de uma circunferência (A= π.R²). Devido ao seu centro ser fixo, tem a desvantagem de deixar áreas sem irrigação, por conta do seu formato circular.

Outra opção disponível é o Pivô Central Móvel, que apresenta as mesmas características do Fixo, só que sua torre central poderá ser deslocada, fazendo com que o sistema possa ser aproveitado em outras áreas.

A instalação do sistema fixo ou móvel vai depender também da topografia do terreno, devendo ser instalados em áreas com pouca variação no relevo.

Por fim, a terceira opção de sistema de irrigação é o Pivô Lateral. Nesse, todas as torres são móveis, percorrendo uma área retangular, mas toda sua estrutura é igual aos anteriores.

O deslocamento do Pivô Lateral é retilíneo, para abranger toda a área de plantio. O equipamento é alinhado por sulco ou cabo de aço. Esse sistema de irrigação linear é recomendado, principalmente, para o cultivo de grãos, ou mesmo cana-de-açúcar.

Agora que você já entendeu um pouco mais sobre o funcionamento dos diferentes tipos de irrigação por pivô, é hora de compreender melhor as vantagens de investir nessa tecnologia em sua cultura. Acompanhe:

Por que usar um sistema de irrigação de pivô?

Um sistema de pivô é um dos métodos mais eficientes de irrigação de terras agrícolas. Você pode cobrir vários hectares de terra em um período de tempo relativamente pequeno e também usá-lo para aplicar pesticidas e fertilizantes nas plantações com muita eficiência.

Além da questão de produtividade, outro motivo pelo qual você deve investir em um sistema de irrigação de pivô é porque ele ajuda na distribuição uniforme de água em grandes culturas. Dessa forma, você garante a nutrição ideal de cada pedacinho de terra da sua lavoura.

Mas os benefícios não param por aí: o sistema de pivô central permite que os agricultores reduzam bastante a dependência da mão de obra durante a safra.

Sabemos que manter muitas pessoas trabalhando na sua lavoura para te ajudar pode ser um desafio para muitos agricultores. Mas, com o uso dessa tecnologia, você não precisa mais se preocupar tanto com a disponibilidade de mão de obra. Olhando por essa perspectiva, o sistema ainda se paga, porque você deixa de investir em funcionários.

Além de tudo isso, esse método de irrigação também é conhecido por ser muito mais eficiente quando se trata da utilização da água. Ajuda a evitar o escoamento e garante que sua conta de água seja bastante reduzida. Esse é mais um motivo pelo qual consideramos que o investimento vale o retorno.

Outra grande vantagem é que o sistema é multiuso. É possível usar o pivô central para nutrir quase todos os tipos de culturas. Isso inclui árvores frutíferas, vegetais e culturas arvenses. Para os agricultores que cultivam vários tipos de culturas ao longo do ano, pode ser muito bom contar com esse sistema de irrigação.

Considere todos esses fatores, levando em conta que a verdadeira arte de irrigar não consiste apenas em molhar a cultura. Você precisa pensar na produtividade e saúde da lavoura.

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Por fim, antes de optar pelo sistema de irrigação, lembre-se que uma boa irrigação não depende apenas do equipamento, mas vai apresentar várias necessidades.

Entre elas, a disponibilidade de água, o tipo de solo — já que influencia na retenção de água, como argiloso ou arenoso, por exemplo, a topografia da área, a disponibilidade de energia para tocar o sistema e, principalmente, os índices de exigência de cada cultura, já que você precisa regulando as doses para cada fase.

Por isso, sugerimos o acompanhamento profissional ao executar o projeto o fornecimento da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), para garantir que tudo vai sair conforme o esperado.

Qualquer dúvida, entre em contato conosco e um especialista vai estar pronto para te atender e tirar suas dúvidas.

 

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