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Como ter uma produção de trigo de alto desempenho

Melhorar resultados na cultura de trigo com boas práticas

A cultura do trigo possui alta relevância para toda cadeia produtiva do nosso país, impactando, inclusive, em âmbito mundial. Atualmente, são mais de 6 milhões de toneladas de grãos produzidos, com destaque para o desempenho da região sul do país. 

No entanto, para alcançar essa excelência na produção desta cultura, é preciso estar atento a alguns fatores que são chave. Nós selecionamos os principais para você ficar por dentro e aumentar a produtividade na sua lavoura de trigo.

Melhoramento genético

Antes de tratar deste tema com base no panorama atual, que considera as evoluções já percorridas no setor, é importante compreender como aconteceu essa trajetória. 

O melhoramento genético do trigo era baseado apenas na avaliação da planta inteira, já que o agricultor escolhia as melhores sementes para o plantio da próxima safra. Gradualmente a pesquisa foi avançando em busca de variantes genéticas superiores ou práticas culturais mais adequadas. 

Os genótipos do trigo brasileiro possuem os melhores genes para tolerância à acidez, resistência à ferrugem, giberela e septoriose entre outras doenças. Também destaca-se maior tolerância ao acamamento, qualidade tecnológica para diferentes usos, ciclo mais precoce e folhas mais eretas. 

O melhoramento está em constante avanço por meio de ferramentas, como marcadores moleculares, sequenciamento, seleção genômica, transgenia e, até mesmo, edição gênica. 

Atualmente, o trigo geneticamente modificado é muito tolerante à seca e resistente a herbicidas; assim, pode-se evitar o declínio da produtividade dessa cultura. 

A Embrapa tem desenvolvido pesquisas em parceria com diversas instituições do Reino Unido para resolver problemas na triticultura e melhorar os resultados, através de um programa chamado “Desenhando o trigo do futuro”.

Qualidade do solo

Compreendendo o papel do melhoramento genético do trigo, é hora de observar com mais atenção os fatores relativos ao solo para garantir o alto desempenho da safra. 

Inicialmente, deve-se observar se o solo não está extremamente compactado, caso esteja, pode ser muito prejudicial à planta, impedindo que o sistema radicular encontre as camadas mais profundas e impossibilitando a absorção de nutrientes por limitações hídricas. 

Após a colheita do trigo, sugere-se que a área seja cultivada por outra cultura (rotação de culturas), evitando que fique exposto à chuva e à erosão hídrica.

Além disso, é importante também – por meio da análise química – estar atento ao pH e à concentração de alumínio. Quando em excesso, esses elementos afetam o crescimento radicular que prejudica o estabelecimento da lavoura. 

Quanto às áreas para plantação de trigo, verifica-se que terrenos de maior altitude possuem maior aptidão, sendo que a temperatura adequada deve estar entre 18º e 24ºC. 

Apesar de o sul do Brasil estar em destaque quanto à produção, vale lembrar que, considerando este fator, há uma preocupação maior nas épocas de floração – em função das geadas – e também sobre o excesso de chuvas nos períodos de colheita e maturação. Neste último, destaca-se a Giberela, que é uma das principais causas de perda da qualidade do grão.

Por fim, também vale ressaltar que o trigo é afetado com ventos intensos maiores que 40 km/h, principalmente em cultivares de porte mais elevado; a fertilização nitrogenada em excesso também pode levar ao acamamento. 

Manejo e qualidade do grão

O processo de manejo interfere diretamente em sua precificação e, portanto, está relacionado ao desempenho da safra. Assim, observar os pontos que citamos aqui, além de outros, é essencial para ter o máximo de controle e garantia sobre os resultados. 

O maquinário utilizado precisa ser observado, garantindo sua manutenção por meio da regulagem. O controle de pragas e doenças é essencial para evitar a perda de peso e, é claro, a qualidade do grão. 

Nutrição da planta

Para alcançar e manter o nível ideal de nutrição da planta, é primordial que o produtor esteja atento a algumas necessidades básicas. 

A adubação nitrogenada é de extrema importância, pois o nitrogênio é o elemento mais exigido por essa cultura, já que é fundamental para o rendimento de grãos; o número de espigas por área e de grãos por espiga; teor de proteínas no grão e a massa de grãos. 

O fósforo, por sua vez, atua na estrutura celular, sendo absorvido pela planta via radicular. Vale salientar que o trigo é altamente dependente da disponibilidade desse nutriente no solo, assim, a falta de fósforo geralmente resulta em doenças na planta nas diversas fases do seu desenvolvimento. 

O potássio é importante principalmente para a fotossíntese e sua falta faz com que os caules fiquem fracos e “acamem”, o que é comum em solos arenosos. 

Neste ponto, ressalta-se a importância da presença da matéria orgânica no solo que, além de ser fonte de todos esses nutrientes, promove uma maior capacidade de retenção de cátions, evitando a sua lixiviação, ou seja, fazendo a função da argila no solo. 

Nós trabalhamos de maneira constante para oferecer o máximo de qualidade na adubação da cultura de trigo, com uma linha de fertilizantes orgânicos e organominerais que são ferramentas facilitadoras para se atingir a excelência na lavoura de trigo. 

Nós estamos ao seu lado para que você possa colher muito mais: potencialize sua lavoura com os maiores índices nutricionais do mercado, registrados e certificados.

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